Em dezembro, eu ouvia as pessoas falando no paddock que o carro da Williams estava muito mais avançado na parte aerodinâmica do que os outros, mas ele não estavam, estavam escondendo muito bem os problemas que já começavam a aparecer. Quando eles foram tirar o projeto do virtual para o carro mesmo, nada se encaixava, o peso estava muito grande, tiveram problemas no teste de impacto, fazendo com que tivessem que reforçar o carro, o que deixou ele mais pesado — ouvi que o carro está 30 kg acima do peso mínimo, o que é muita coisa.
Julianne Cerasoli, no Pole Position, programa do Canal UOL

Carlos Sainz, da Williams, durante o treino livre do GP do Japão
Carlos Sainz, da Williams, durante o treino livre do GP do Japão Imagem: REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Com dificuldades desde o início, a Williams perdeu tempo de pista na pré-temporada e ficou para trás de suas concorrentes. Os problemas do novo regulamento vêm ocupando a cabeça dos engenheiros de Grove para tentarem dar um carro em condições para Alexander Albon e Carlos Sainz.

A crise financeira que a Williams vinha passando nos últimos anos ainda reflete também. Com estrutura inferior que as adversárias, a equipe inglesa apostou no chefe de equipe James Vowles, que chegou em 2023 vindo da Mercedes, para liderar a reestruturação.

Uma pessoa da Williams me falou que parece aqueles desenhos animados, quando você bate o martelo em um lado e o problema aparece do outro: o carro da Williams está desse jeito. Nenhuma grande perspectiva, é muita coisa que está dando errado. A missão do James Vowles era complicada desde o começo, a fábrica não teve nenhum investimento por 20 anos, e mesmo tendo dinheiro agora, ainda precisa mudar todos os processos, vai demorar um tempo. Mas eu tenho certeza que está demorando mais tempo do que o James imaginava. Ele falava que não queria saber desse ano [2025], só pensava em 2026. Mas 2026 chegou, e nada.

Sempre ouço muito falar na Fórmula 1 — inclusive ouvi de dentro da Audi também — que é uma dificuldade que quem chegou de equipes grandes tem: a mentalidade. Aquilo de pensar: ‘Isso está bom desse jeito’. Não está, como que pode melhorar? É isso que o James Vowles está fazendo lentamente na Williams.
Julianne Cerasoli





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