Não estamos aqui para fazer julgamentos morais dos homens que recorrem ao serviços das trabalhadoras sexuais. Se estiverem em relacionamentos abertos, se estiverem solteiros, se entenderem que a contratação do serviço é uma troca profissional entre duas partes iguais, e que tem regras, não há nada de errado. Mas sabemos perfeitamente que não é bem assim que essa banda toca.
A Fatal Model entra em cena com uma proposta de negócio alternativa. Pode ter falhas, pode ser criticada, mas deveria ser pelos motivos certos e não por moralismo.
Enquanto a Fatal Model é excluída, as bets ganham espaço.
Podemos falar da hipocrisia de uma sociedade que libera bets e proíbe algum tipo de proteção a trabalhadoras sexuais? As bets estão aí arruinando a vida de milhões de brasileiros. Suicídios, falências, pessoas que passam a viver em situação de rua, endividamento colossal. As pesquisas mostram o horror para quem estiver disposto a encará-lo. Mas, vejam, apostar e falir tá liberado. Recorrer a serviços de acompanhantes sexuais, de certo modo, também. Desde que não precisemos falar sobre isso e desde que não ofereçamos nenhum tipo de proteção às trabalhadoras sexuais. Elas que se virem.




