Primeiro sinal de rádio de planeta fora do Sistema Solar é detectado
Em 2022, uma campanha com o radiotelescópio Very Large Array terminou sem detecções e, em 2024, outra tentativa focada no próprio ? Pictoris b também não encontrou sinais. Havia, contudo, uma diferença importante: enquanto esse último estudo investigou frequências entre 250 e 500 megahertz, as novas observações com o MeerKAT cobriram uma faixa mais elevada, de 0,85 a 3,5 gigahertz, segundo o estudo.
Além disso, o planeta reúne características que o tornam um alvo especialmente interessante. Com massa entre 10 e 12 vezes superior à de Júpiter e um campo magnético extraordinariamente intenso, ele completa uma rotação em torno de si mesmo em apenas oito ou nove horas. Essa rápida rotação poderia contribuir para alimentar suas emissões aurorais. A separação aparente em relação à estrela também permitiu aos pesquisadores localizar com precisão a origem dos sinais.
De acordo com o ZME Science, os pesquisadores também consideraram outras possíveis fontes de energia, como o vento estelar ou a interação com uma lua hipotética, semelhante à existente entre Júpiter e sua lua. Os cálculos, porém, mostraram que nenhum desses mecanismos, isoladamente, forneceria energia suficiente para explicar a potência do sinal.
Uma nova janela para os exoplanetas
O resultado, ainda sem revisão por pares, abre uma nova via para estudar o magnetismo dos exoplanetas, uma propriedade que até agora não havia sido medida diretamente nesses mundos.
Conhecer a intensidade do campo magnético desses planetas também pode oferecer pistas sobre sua possível habitabilidade. Dela depende, em parte, a forma como a atmosfera de um planeta responde ao vento de sua estrela e até que ponto consegue se preservar diante desses efeitos.





