Praia alemã é acusada de discriminação após barrar visitantes estrangeiros
Resgate de criança teria motivado decisão. De acordo com Nobel, a decisão foi tomada após sucessivos episódios em que frequentadores ignoraram ou não compreenderam alertas de segurança. A situação teria chegado ao limite em junho, quando uma criança pequena precisou ser resgatada depois de entrar em uma parte do lago com 13 metros de profundidade.
Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, Nobel afirmou que encontrou dificuldades para orientar famílias que não entendiam alemão. “Famílias numerosas chegavam ao local e, quando eu tentava explicar as regras de segurança aos pais, ficava claro que eles não conseguiam me compreender”, disse o administrador ao The Telegraph. Segundo ele, algumas crianças também nadavam sem boias de braço, enquanto os responsáveis respondiam apenas “sim, sim” às advertências, sem demonstrar que haviam compreendido o que estava sendo dito.
Não se trata, de maneira alguma, de ser alemão ou de não ser alemão. Trata-se de compreender as regras de uma área de banho que inclui um lago com 13 metros de profundidade Nobel, ao jornal
O administrador disse ainda que visitantes estrangeiros podiam entrar quando demonstravam ter entendido as orientações, inclusive por meio de aplicativos de tradução no celular.

Prefeitura rejeita proibição generalizada
A medida provocou críticas de autoridades municipais e de organizações de defesa dos direitos de migrantes. O prefeito de Halle, Alexander Vogt, afirmou que o administrador deveria retirar a restrição porque o acesso à área de banho precisa ser garantido ao público.





