Governo vai convocar bancos antes de comprar R$ 90 bilhões em dívidas

O governo dividiu o chamamento por faixas de renda dos devedores para priorizar quem ganha menos. “Nós separamos esse chamado em faixas de renda para estudar as carteiras e dimensionar a política pública, de forma que o leilão saia bem estruturado”, disse o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Regis Anderson Dudena.
A modelagem do programa prevê que o governo gastará no máximo R$ 9 bilhõe para liquidar a totalidade de débitos ofertada. “Se no limite esses R$ 90 bilhões de dívidas forem ofertados, de partida a gente saberia que, no máximo, consumiriam R$ 9 bilhões para a gente adquirir tudo com desconto mínimo de 90%”, afirmou o secretário-executivo Rogério Ceron.
O Ministério da Fazenda contrapõe o desenho do programa ao plano prometido por Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente. “Diferente do que está sendo proposto pelo candidato de oposição, que seria uma espécie de calote generalizado no sistema financeiro, nós estamos dando condição para que o sistema se mantenha hígido”, concluiu Durigan.
Como será o Desenrola 3.0?
O Tesouro Nacional comprará diretamente débitos considerados de difícil recuperação pelo setor financeiro. A nova rodada altera a lógica das edições anteriores: em vez de apenas intermediar os acordos entre clientes e credores, o Tesouro Nacional adquire as carteiras de inadimplência antigas já baixadas como prejuízo pelas instituições financeiras e empresas do comércio. Como esses credores já davam esses valores como perdidos, eles aceitam vendê-los ao governo por uma fração do valor original.





