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Fux mantém depósitos judiciais da Bahia no BRB por 90 dias


Cerca de R$ 30 bilhões é o valor dos depósitos judiciais no BRB. Desse total, ao menos R$ 12 bilhões foram mantidos com exclusividade no BRB como forma de dar fôlego à instituição.

BRB tem contado com recursos públicos para manter caixa. O governo do Distrito Federal —controlador da instituição — tem mantido depositado no banco o dinheiro destinado para despesas e investimentos como forma de evitar a intervenção do Banco Central e uma crise de mais de R$ 50 bilhões que afetará até tribunais de Justiça.

Banco Central discute situação do BRB com Distrito Federal. No fim da tarde desta sexta-feira haverá uma audiência do presidente do Banco Central Gabriel Galípolo, com Celina Leão, Governadora do Distrito Federal, Valdivino Oliveira, Secretário de Economia do Distrito Federal, Nelson Antônio de Sousa, Presidente do Banco de Brasília (BRB), e Diana de Almeida Ramos, Procuradora-Geral do Distrito Federal, no Edifício-Sede do Banco Central, em Brasília, para tratar de assuntos institucionais.

Na pauta, a solvência do BRB. Com divulgação de balanço financeiro de 2025 ainda por ser feita e dúvidas sobre as condições do caixa, o banco de Brasília ainda precisa apresentar o arranjo para aportar capital reforçar o patrimônio líquido e restaurar indicadores de liquidez.

Falta do balanço do BRB com as informações financeiras de 2025 trava a concessão de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões por parte do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) ao Distrito Federal. O governo do Distrito Federal pediu o empréstimo para cobrir o rombo do Banco Master no BRB. O Banco de Brasília, no entanto, não publicou o balanço financeiro de 2025, que mostraria o tamanho do prejuízo, e está atrasado com a divulgação desde 31 de março deste ano.

Além do entrave no FGC, o Distrito Federal enfrenta dificuldade para conseguir o aval de bancos privados para a operação. As instituições privadas não querem aceitar ser avalistas do negócio sem uma contragarantia do Tesouro Nacional ou dos bancos públicos Banco do Brasil e Caixa Econômica. Tudo isso será tema da conversa hoje entre Banco Central, BRB e governo de Brasília.



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