Empresa paga R$ 100 por hora para pessoas passearem com cães robôs nos EUA
A vaga previa caminhadas de quatro a seis horas com os cães robôs. Os contratados deveriam seguir percursos determinados pela empresa, no bairro de Dogpatch e em outras áreas de São Francisco. Não era necessário ter experiência com robótica, e o treinamento seria remunerado.
Candidatos também precisavam estar preparados para carregar os equipamentos. Isso porque os cães robôs, que pesam aproximadamente 15 kg, poderiam superaquecer ou apresentar falhas durante os passeios. Nessas situações, os funcionários teriam que transportá-los de volta ao escritório.

O objetivo das caminhadas é reunir informações para melhorar o desempenho dos robôs. Durante os percursos, operadores humanos controlam os movimentos das máquinas, enquanto câmeras e sensores registram dados sobre o ambiente. Segundo o fundador da Dimensional, Stash Pomichter, os testes mostraram que os sistemas de inteligência artificial ainda apresentam dificuldades para controlar os equipamentos sem ajuda humana.
Pomichter afirmou ao The New York Times que os agentes de IA ainda são “muito ruins em controlar equipamentos físicos”. Ele acrescentou que “os humanos ainda precisam fazer parte do processo”. A empresa pretende utilizar as informações coletadas durante os passeios para desenvolver um sistema operacional de código aberto que permita aos robôs executar tarefas físicas com maior autonomia.
Cães robôs custam cerca de US$ 2.000
Equipamentos utilizados nos passeios foram fabricados pela chinesa Unitree e custaram aproximadamente US$ 2.000 cada (cerca de R$ 10.700). Eles podem ser operados por controle remoto ou aplicativo de celular.





