Dólar sobe e Bolsa cai em sessão após novas tarifas dos EUA sobre Brasil
Mercado segue monitorando preço do barril de petróleo no exterior. Na ICE (Intercontinental Exchange), o contrato do barril com entrega para setembro era negociado às 15h (horário de Brasília) a US$ 84,30, com queda de 0,8% ante o fechamento de ontem. Hoje, o Irã ameaçou expandir ataques na área do Golfo, mantendo no cenário as tensões sobre o fornecimento da commodity na economia mundial.
No ambiente doméstico, indicadores do setor de varejo mostraram desempenho do comércio no mês do Dia das Mães. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje que em maio de 2026 o volume de vendas no comércio varejista subiu 0,1% frente a abril, na série livre de influências sazonais, após queda de 1,6% em abril de 2026. Com isso, a média móvel trimestral variou -0,2% no trimestre encerrado em maio de 2026 após estabilidade (0,0%) no trimestre encerrado em abril de 2026.
No geral, os dados do varejo sugerem alguma desaceleração do consumo das famílias no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre, embora a resiliência da renda do trabalho e a recuperação em algumas categorias discricionárias e sensíveis ao crédito devam permitir crescimento moderado à frente. Rodolfo Margato, economista da XP
Nova rodada de tarifas dos Estados Unidos contra produtos do Brasil influencia negativamente setor corporativo. Entidades da indústria e do comércio exterior apontam que a imposição de taxas de 25% sobre mais de 3.000 produtos brasileiros tem potencial para provocar perdas de até US$ 11 bilhões.
A tarifa acerta em cheio o coração industrial e de maior sofisticação tecnológica da indústria brasileira, concentrado no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e, sobretudo, São Paulo, de onde sai a maior parte dessas exportações. Não é a proporção do PIB que preocupa, e sim a dinâmica tecnológica e industrial afetada. Paulo Gala, professor de Economia da FGV-SP





