Dólar sobe a R$ 5,12 e Bolsa recua com petróleo em queda e deflação no país
O IPCA de agosto é um dos dados importantes para a decisão do Copom na reunião da semana que vem. Como a inflação tem mostrado algum alívio nos últimos meses e o câmbio também vem se comportando de forma favorável, esperamos que o Banco Central decida por um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 13,75% ao ano. Nossa projeção é que os juros sejam mantidos nesse patamar até o fim de 2026. Claudia Moreno, economista do C6 Bank
Inflação acelerou nos EUA em agosto. O índice de preços ao consumidor subiu 0,4%, segundo o Ministério do Trabalho. Já em 12 meses, a variação seguiu em 3,4%, a mesma taxa de julho.
O índice de preços ao consumidor veio acima das expectativas do mercado, com potencial para elevar apostas de alta dos juros pelo Banco Central americano semana que vem, tendo em vista que os últimos dados de inflação não foram capazes de demonstrar uma tendência de desinflação na economia americana. Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital
No Brasil, mercado aposta em mais um corte dos juros. Terça e quarta-feira, o Banco Central reúne o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Segundo os contratos de Opções de Copom negociados na B3, 95% dos agentes financeiros projetam um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, enquanto a chance de manutenção da taxa básica de juros é de aproximadamente 3,5%. Caso a expectativa predominante se confirme, a Selic passará dos atuais 14% para 13,75% ao ano.
Os dados mais recentes de inflação e atividade econômica reforçam o cenário de continuidade do processo de flexibilização monetária no curto prazo. O mercado atualmente precifica uma redução adicional de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na próxima reunião do Copom, levando a taxa básica para 13,75% ao ano. Rafael Pastorello, gestor de carteiras do Banco Sofisa
Corporativo
Ações da Petrobras seguem ajudando o Ibovespa. As ações PN (preferenciais a dividendos) e ON (ordinárias com direito a voto) da petroleira, que respondem por 12% do Ibovespa, subiram ontem para as máximas em quatro meses, apurando ganhos da ordem de 30% desde 7 de julho. A alta do preço do barril e a política do governo de subsidiar os combustíveis têm sustentado as margens da petroleira sem repasses de preços ao consumidor final, o que sustenta a demanda, apontam analistas. Hoje, os papéis devolvem parte dos ganhos, acompanhando a queda do preço do barril no exterior. No fim da tarde, recuavam 0,67%, a R$ 48,79.





