Emirados usaram IA contra especialistas da ONU sobre Sudão
A guerra entre o exército sudanês e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR), iniciada em 2023, deixou mais de 200.000 mortos, segundo trabalhadores humanitários, e mais de 12 milhões de sudaneses deslocados, no que a ONU considera a mais grave crise humanitária do mundo.
Os Emirados Árabes Unidos foram acusados em reiteradas ocasiões de apoiar as FAR e de alimentar o conflito, o que negam categoricamente.
Segundo a Anthropic, a operação se articulava em torno de uma personalidade virtual chamada “Deadshot”, que convocava “uma operação regional e transatlântica coordenada para desmantelar a Irmandade Muçulmana em todo o mundo”.
Fundado em 1928 no Egito, este movimento pan-islamista sunita é apontado por seus supostos vínculos com o exército sudanês, o que este último nega.
Outra iniciativa consistiu em se apropriar da identidade de uma ONG sudanesa e redigir os testemunhos de duas pessoas para que “elementos favoráveis aos interesses de um dos dois lados do conflito chegassem à ONU como se procedessem de testemunhas locais independentes, em vez de atores estatais”, destaca a Anthropic.
A empresa americana também assinala a elaboração de expedientes destinados a desacreditar relatores da ONU críticos ao papel de Abu Dhabi no Sudão.





