Dólar cai a R$ 5,17, e Bolsa sobe com dados da economia americana
Isso acaba gerando maior volume de operações nas janelas mencionadas, mais volatilidade e, muitas vezes, distorcendo os movimentos do real. Leonel Oliveira Mattos, economista a analista de mercados na StoneX
Moeda americana volta a patamar de abertura deste mês. O dólar abriu setembro a R$ 5,18 e oscilou entre mínima de R$ 5,09 e máxima de R$ 5,23. A flutuação foi influenciada pelo aumento dos juros nos Estados Unidos e alta do preço do petróleo, no exterior, e corte da taxa básica Selic e apostas na corrida presidencial, no Brasil.
Dólar subiu ante o real em quatro meses, mas teve quatro quedas mensais. Considerando a Ptax, usada para liquidação de contratos, a moeda dos Estados Unidos caiu ante a moeda brasileira em janeiro (-5%), fevereiro (-1,5%), abril (-4,4%) e julho (-1,9%); subindo em março (+1,4%), maio (+1,4%), junho (+2,4%) e agosto (+2,05%).
Bolsa brasileira teve pregão positivo nessa última sessão de setembro. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 subia 1,59% faltando 20 minutos para o fim da sessão, marcando 186.752 pontos. Nesse patamar, o indicador apurou ganho superior a 3% no mês.
O Ibovespa chega ao último pregão de setembro acumulando alta firme, em um período marcado por mudanças importantes na percepção dos investidores sobre juros, inflação e risco. Parte desse desempenho veio da continuidade do ciclo de redução da Selic, que favorece principalmente empresas mais sensíveis à atividade doméstica, enquanto o cenário externo e as commodities produziram movimentos importantes ao longo do mês. Gustavo Assis, CEO da Asset
Ibovespa vem de variações positivas em três meses no ano, mas perdas em cinco. Os ganhos ocorreram em janeiro (+12,6%), fevereiro (+4,1%) e julho (+3,5%); as quedas foram registradas em março (-0,7%), abril (-0,1%), maio (-7,2%), junho (-1%) e agosto (-0,33%).





