Como IA é usada para pré-natal de gestantes até em locais sem médico
O gargalo que a Philips diz estar atacando
Já testado em regiões remotas da África e da Ásia, o SmartSweep foi desenvolvido pela Philips e será lançado ainda neste ano. O UOL viu uma demonstração do aparelho no campus da empresa, em Eindhoven, na Holanda.
Grande fabricante de eletrônicos e aparelhos domésticos no passado, a Philips vendeu sua operação nessas áreas entre 2010 (televisores) e 2021 (eletrodomésticos) e hoje é uma das maiores fabricantes do mundo em equipamentos médicos (ressonâncias magnéticas, ultrassons, raio-x) e softwares de leitura de imagem. Dos velhos tempos, restam no portfólio só os dispositivos para cuidados pessoais, como aparadores de pelo.
O dispositivo foi concebido para acabar com duas limitações dos ultrassons tradicionais.
O primeiro é a ausência de mobilidade. Os equipamentos atuais são carrinhos pesados, caros e perfeitos para hospitais – que é exatamente onde não estão as mulheres não atendidas hoje pelo exame. Transportá-lo rapidamente, em uma mochila, por exemplo, é um impeditivo, o que dificulta sua ida a vilarejos a horas da unidade de saúde mais próxima.
O SmartSweep não é o primeiro ultrassom portátil, mas resolve a limitação à sua maneira: o aparelho consiste em uma sonda que cabe em uma bolsa e se conecta, por cabo, a um tablet Android comum, equipado com um aplicativo específico. Nem precisa ser dos mais avançados, bastando ter ao menos 256 GB de armazenamento.





