De positivo, ela hoje tentou subir a rede e utilizar drop shots logo de cara no 2o game. Não deu certo, logo abandonou a ideia de jogar diferente, com variações, e voltou ao seu “feijão com arroz”.
Só que o seu jogo tradicional não tem funcionado bem. Porque falta intensidade nos golpes; porque ela bate desequilibrada; porque falta precisão; porque ela chega atrasada na bola. E chega atrasada porque a reação está lenta, o movimento está deficitário, não há explosão.
Uma parte da culpa está no condicionamento físico, abaixo do ideal. Preparo físico de atleta de elite é outra conversa: tudo importa. Cada item de refeição, em cada horário, em cada quantidade. Repouso e recuperação. Mais e mais os atletas de ponta fazem um controle mais estrito e usam ferramentas de monitoramento total como o Whoop. Será que ela valoriza isso como deveria?
A impressão do jogo de hoje foi que não fizeram o scout da Chwalinska como deveriam; que a Bia não se preparou para um jogo com muitos slices e zero de ritmo. Entrou em quadra e não conseguiu se adaptar (“achar soluções”); acontece.
A Bia perdeu o caminho da vitória no circuito da WTA? Perdeu. Assim como a Kasatkina, Badosa, Jabeur, Andreescu, etc. Cada uma a seu modo. Mas nada que a impeça de voltar, eventualmente. Não se trata de acreditar ou não; só ela sabe o caminho que vai traçar para si própria, e o quão longo vai ser.




