Anthropic e OpenAI buscam na religião valores morais para a IA
O presidente da OpenAI, Sam Altman, defendeu que o ChatGPT deveria refletir a “média ponderada” da visão moral da humanidade. Para os executivos do setor, incorporar esses conceitos é uma tentativa de tornar as respostas dos chatbots mais seguras e aceitáveis em um momento de crescentes receios sobre os riscos da tecnologia.
Os riscos de transformar religião em algoritmo
Para antropólogos e especialistas em religião, tentar extrair regras éticas puras para treinar programas é uma abordagem falha. O antropólogo Webb Keane, da Universidade de Michigan, ressalta que crenças não funcionam como um código de computador, pois estão profundamente ligadas a rituais, contextos históricos e relações humanas do dia a dia.
A tentativa de criar uma “moral média” tende a favorecer religiões abraâmicas e descartar tradições sem textos dogmáticos rígidos. Além disso, como diferentes visões de mundo frequentemente se contradizem de forma direta, acadêmicos alertam que é impossível sintetizar a ética religiosa em um algoritmo universal sem priorizar certas crenças em detrimento de outras.





