Supercomputador simula os primeiros anos do Universo jovem
O projeto é o primeiro a simular a transformação do gás hélio junto com o nascimento das galáxias. Conforme as primeiras estrelas e galáxias acendiam, sua radiação intensa arrancava elétrons dos átomos de hélio espalhados pelo espaço, alterando a temperatura e a química de todo o ambiente ao redor.
A potência por trás do Universo virtual
Para fazer esses cálculos gigantescos, a equipe usou mais de 15 mil placas de vídeo no Frontier, um dos supercomputadores mais potentes do mundo[. Toda essa força computacional permitiu mapear grandes regiões do espaço sem perder os detalhes de como se formam galáxias e buracos negros individuais.
A simulação vai funcionar como um “gabarito” para interpretar dados dos telescópios espaciais James Webb e Nancy Grace Roman. Ao comparar o que a simulação prevê com o que os telescópios enxergam no espaço real, os astrônomos podem testar se as leis da física atuais estão certas ou se existem novos fenômenos ainda não explicados pela ciência.
Como funciona uma simulação do Universo
Uma simulação astrofísica funciona como um “Universo em laboratório digital”, construído com base nas leis da física. Em vez de filmar e reproduzir o espaço real, os cientistas inserem no computador os dados das condições iniciais do cosmos logo após o Big Bang (como a quantidade de matéria visível, matéria escura e radiação).





