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Zverev supera Shelton, é campeão do US Open e comemora segundo Slam


Nova York (EUA) – Exatos seis anos depois de amargar uma dura virada na final para Dominic Thiem, o alemão Alexander Zverev deu a volta por cima e enfim se tornou campeão do US Open. Neste domingo, o número 2 do mundo faturou o Grand Slam nova-iorquino ao superar na decisão o dono da casa Ben Shelton, marcando as parciais de 6/3, 7/6 (7-2), 5/7 e 6/2, em 3h33 de partida.

Finalista de três dos quatro Slam da temporada, Sascha comemora o seu segundo título deste gabarito, após levantar o troféu inédito de Roland Garros e ficar com o vice em Wimbledon. Ele é o único tenista a chegar em todas as oitavas, quartas e semifinais de Major em 2026, encerrando o ano com 25 vitórias nos quatros principais torneios do calendário. No total, são 53 triunfos e apenas 13 derrotas em 66 jogos disputados desde janeiro.

O alemão se torna apenas o quarto jogador da Era Aberta a conquistar seus dois primeiros títulos de Grand Slam na mesma temporada, depois de Jimmy Connors (Australian Open, Wimbledon e US Open em 1974), Guillermo Vilas (Roland Garros e US Open em 1977) e Jannik Sinner (Australian Open e US Open em 2024).

Aos 29 anos, Zverev é também o primeiro tenista nascido na década de 1990 a conquistar múltiplos títulos de simples em Slam, deixando Daniil Medvedev e Dominic Thiem com uma conquista, ambos nos US Open. Ele é também o segundo alemão a triunfar em Flushing Meadows, repetindo o feito de Boris Becker em 1989.

Nesta edição, Zverev disputou pela primeira vez um Grand Slam como cabeça de chave número 1 e se tornou o 10º tenista diferente a vencer o torneio nesta condição em toda a Era Aberta. Ele se junta a Rod Laver (1969), Jimmy Connors (1974 e 1976), John McEnroe (1981 e 1984), Ivan Lendl (1986, 1987), Pete Sampras (1996), Roger Federer (2004, 2005, 2006 e 2007), Rafael Nadal (2010 e 2017), Novak Djokovic (2011 e 2015) e Jannik Sinner (2024).

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Com os 2 mil pontos conquistados pelo título em Nova York, Sascha dispara na liderança da corrida da temporada, 8.650 pontos, colocando 700 de vantagem sobre Sinner. Os dois são os únicos matematicamente já garantidos no ATP Finals de Turim. Além disso, o alemão diminuiu para 1.810 pontos a diferença para o líder Sinner no ranking que considera as últimas 52 semanas, podendo entrar na briga pelo inédito número 1 neste último trimestre do ano.

Zverev recebe ainda US$ 5,5 milhões de premiação pelo título e chegará a US$ 74.057.475 no acumulado da carreira em prize money. Somente nesta temporada, ele faturou US$ 14.517.375 até aqui.

Shelton quebra barreira, mas tabu americano persiste

Finalista de Grand Slam pela primeira vez na carreira, Ben Shelton se tornou o primeiro negro finalista do torneio desde Arthur Ashe, campeão em 1968 e vice em 1972. Depois de falhar em duas semifinais de Major, em Nova York em 2023 e Melbourne em 2025, o canhoto de Atlanta enfim quebrou essa barreira e chegou a uma decisão, mas não foi capaz de encerrar o tabu norte-americano na chave de simples masculina. Desde Andy Roddick, em 2003, nenhum tenista da casa vence o US Open.

Por outro lado, Shelton de Flushing Meadows com o melhor ranking da carreira, assumindo o quarto lugar, menos de mil pontos atrás do espanhol Carlos Alcaraz, o terceiro colocado. Na corrida da temporada, o norte-americano ganha três posições e assume o terceiro posto, abrindo 1.911 pontos para Rafael Jódar, hoje o primeiro fora da zona de classificação para o ATP Finals. De quebra, ele recebe um prêmio no valor de US$ 2,8 milhões pela campanha vice-campeã em Nova York.

Zverev sai na frente, Shelton reage, mas alemão confirma o título

Alexander Zverev começou a decisão impondo seu ritmo e aproveitou um início nervoso de Shelton para quebrá-lo e abrir vantagem rapidamente. O americano cometeu dois erros não forçados e uma dupla falta logo no primeiro game de saque, enquanto o alemão mostrou muita segurança com o serviço. Sascha controlou a parcial sem maiores sustos e voltou a superar o serviço do rival no fim para fazer 6/3.

Shelton subiu de nível no segundo set e deixou a partida mais equilibrada. Mais agressivo e com o saque funcionando melhor, o norte-americano passou a incomodar Zverev e evitou novas oportunidades de quebra. No tie-break, porém, o alemão voltou a dominar: abriu 5-0, controlou os pontos importantes e fez 7-2 para ficar a apenas um set do título.

O jogo seguiu equilibrado na terceira parcial. Os dois confirmaram seus serviços e Shelton finalmente colocou Zverev sob pressão, chegando a três set-points no 12º game. O alemão salvou o primeiro, mas não conseguiu evitar a quebra e viu o americano descontar para 2 a 1. O equilíbrio ficou evidente nos números: os dois terminaram o set com exatamente 97 pontos ganhos em toda a partida.

Depois de perder a parcial anterior, Zverev voltou a pressionar desde o início do quarto set e conseguiu a quebra no primeiro game. Desta vez, Shelton não encontrou resposta para recuperar a desvantagem. O alemão sustentou o saque até o fim e ainda voltou a quebrar o saque do rival no sétimo game, antes de confirmar a vitória e, seis anos depois da dolorosa derrota para Thiem, finalmente levantar o troféu do US Open.

Uma cena curiosa aconteceu justamente no momento em que Zverev confirmou a vitória. Depois de fechar o game, o alemão caminhou para o fundo da quadra como se a partida ainda fosse continuar e até mandou a bola do bolso para o outro lado. Só então percebeu a reação da torcida, olhou para o placar e se deu conta de que havia acabado de conquistar seu segundo Grand Slam.

Nos números gerais, o saque foi a principal arma de Zverev. O alemão ganhou 85% dos pontos quando acertou o primeiro serviço, com aproveitamento especialmente alto nas duas primeiras e na última parciais. No único set que perdeu, caiu para 69%, mostrando como a queda no seu rendimento e a melhora de Shelton mudaram o equilíbrio da partida.

O americano terminou com mais winners, 47 a 35, mas também cometeu mais erros não forçados, 47 contra 31 Foram ainda 9 aces e 6 duplas faltas de Zverev, contra 10 e 4 de Shelton, respectivamente.





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