xAI processa homem por uso do Grok para abuso sexual infantil
A xAI pede indenização em valor não especificado e uma ordem judicial para impedir permanentemente que Harwood volte a usar o Grok. No documento, a empresa afirma que as ações do acusado foram ?um esquema calculado? para usar a ferramenta ?para fins criminosos?, o que, segundo a xAI, expôs vítimas a danos ?profundos e duradouros? e trouxe risco legal e reputacional à companhia.
A empresa afirma que aplica punições internas e faz comunicações a autoridades quando identifica suspeitas de crimes envolvendo crianças. No texto do processo, a xAI diz que ?aplica suas regras contra infratores por meio de suspensões e encerramentos de contas e ao relatar suspeitas de material de abuso sexual infantil ao National Center for Missing & Exploited Children?.
A xAI também cita números de 2026 para sustentar a política de moderação e denúncia. ?De fato, a autora suspendeu 52.222 contas e fez 73.604 denúncias ao NCMEC em 2026, resultando em (pelo menos) 244 prisões?, afirma a empresa no processo.
Pressão sobre o Grok e cobrança no Brasil
A ação judicial ocorre em meio a críticas e investigações sobre o uso do Grok para gerar imagens sexualizadas de pessoas reais sem consentimento. A xAI tem sido alvo de escrutínio internacional por alegações de que a ferramenta permitiu a criação de deepfakes sexualizados não consensuais.
No Brasil, órgãos do governo federal exigiram no início deste ano que o X removesse imagens sexuais geradas com o Grok. A determinação citava conteúdos que “trocavam as roupa das pessoas por peças íntimas” e veio acompanhada de recomendações para interromper a geração de conteúdos sintéticos sexualizados envolvendo crianças, adolescentes e adultos.





