Varejo tem leve alta em maio, mas ritmo segue desacelerado
Resultado mostra desaceleração frente ao avanço anual de 1,0% observado em abril. Ainda assim, o varejo manteve desempenho positivo tanto na comparação interanual quanto no acumulado de 12 meses, período em que as vendas cresceram 1,4%.
Apesar da leve recuperação em maio, o varejo segue mostrando perda de fôlego, com crescimento modesto nas vendas e desempenho desigual entre os setores. A média móvel trimestral recuou 0,2% no trimestre encerrado em maio, após estabilidade no trimestre finalizado em abril.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas caiu 0,2% na passagem de abril para maio. Em abril, esse segmento teve retração de 0,7%. Na comparação com maio de 2025, houve queda de 0,6%. Ainda assim, o indicador acumula alta de 1,3% no ano e de 0,1% em 12 meses.
Entre os segmentos com melhor desempenho em maio na comparação mensal, destacaram-se Livros, jornais, revistas e papelaria, com alta de 15,2%. Também tiveram incremento de volumes os grupos Tecidos, vestuário e calçados (3,1%), Móveis e eletrodomésticos (2,7%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,4%) e Combustíveis e lubrificantes (1,1%). No varejo ampliado, também registraram crescimento Veículos e motos, partes e peças (1,8%) e Material de construção (2,1%).
Por outro lado, três atividades encerraram maio com retração frente a abril. Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação recuaram 1,7%), assim como Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,5%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,3%).
Na comparação com maio de 2025, também ficaram no campo negativo os segmentos de Equipamentos de informática e comunicação (-4,1%). Outros artigos de uso pessoal e doméstico recuaram 2,6%, seguidos por Hiper e supermercados (-0,5%), além de Material de construção (-1,8%) e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-7,7%) no varejo ampliado.





