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Varejo fecha mais de 1,1 mil lojas desde 2022 sob o custo de ser grande


Mais do que uma revisão do mapa de lojas, o corte expõe a situação financeira da companhia. Com R$ 17,3 bilhões em dívidas submetidas à recuperação judicial, a Casas Bahia passou a privilegiar geração de caixa e rentabilidade. O presidente da empresa, Renato Franklin, já afirmou que não prevê uma retomada do crescimento nos próximos dois anos.

A Americanas percorreu um caminho semelhante depois que a crise contábil veio à tona, em janeiro de 2023. Entre o fim de 2022 e dezembro de 2025, a rede passou de 1.803 para 1.470 lojas. Foram 333 unidades a menos durante um período marcado pela recuperação judicial e pela tentativa de concentrar a operação nos pontos com maior potencial de retorno.

No Carrefour, o enxugamento acompanhou a integração do Grupo BIG. A rede caiu de 1.203 lojas no fim de 2022 para mil em março de 2025, último dado detalhado antes do fechamento de capital. A diferença de 203 unidades reúne fechamentos, vendas e mudanças de bandeira. Dentro desse processo, 123 lojas foram definitivamente encerradas.

Na Marisa, a redução ganhou um símbolo. No início deste ano, a varejista fechou uma de suas principais vitrines, na Avenida Paulista, depois de 15 anos de funcionamento. A companhia ainda mantém outro ponto na avenida, mas terminou 2025 com 230 lojas, ante 334 três anos antes. O corte de 104 unidades faz parte da tentativa de construir uma operação menor e mais rentável.

O Magazine Luiza completa a conta. A companhia chegou a junho deste ano com 1.246 lojas, 93 abaixo das 1.339 registradas no fim de 2022. O movimento, porém, não representa um abandono do espaço físico. Depois de três anos sem inaugurações, o Magalu já anunciou que vai retomar a expansão a partir do segundo semestre deste ano. No segundo trimestre deste ano, as vendas no físico cresceram 10,3%, enquanto o e-commerce recuou 11,9%.

Peso da rede

As cinco varejistas não encolheram pelo mesmo motivo, mas carregavam estruturas construídas para outro momento do consumo. Com juros altos, crédito restrito e rentabilidade pressionada, ficou mais difícil sustentar redes extensas e gastos elevados com aluguéis, pessoal e estoques ao mesmo tempo que investiam no e-commerce.



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