uma máquina do tempo anti-Djokovic
Taticamente, Sinner também foi soberbo. Variou seus saques, dando pouca margem para Djokovic e suas incríveis devoluções. No serviço do oponente, o italiano cobriu bem o T, colocando muitas bolas em jogo. Além disso, quando Nole precisou do segundo saque, Jannik recuou, praticamente tirando da equação o segundo serviço mais potente do sérvio (recurso muito adotado quando seus adversários se aproximam da linha de base). Fez Nole usar o kick com mais frequência, ficando mais previsível. E previsibilidade é algo que Sinner janta junto com sua massa preferida (sem colher).
Coisas que eu acho que acho:
– O H2H entre Sinner e Djokovic agora é de 7 a 5 para o italiano. Mais importante: Jannik venceu sete dos últimos nove encontros. O resultado desta sexta ilustra o quão fora da curva (e genial!) foi o triunfo do sérvio nas semifinais do Australian Open. Antes daquele jogo, Sinner tinha cinco vitórias seguidas.
– O quanto o desgaste de terça-feira pesou nesta sexta para Djokovic? Difícil medir de fora, mas não tira o mérito da atuação contundente de Sinner, tanto tática quanto tecnicamente.
– Foi, com folgas, a melhor apresentação de Sinner em Wimbledon este ano. Se até as quartas o número 1 do mundo vinha oscilando grandes momentos com games nada especiais, hoje Jannik foi nota 10 do começo ao fim.
– Na prática, Djokovic teve três pequenas frestas para “entrar” no jogo. No segundo set, sacando em 1/2 e 15/30, Sinner fez um ace. No ponto seguinte, Nole tentou uma contracurta e errou na rede. Pouco depois, com Jannik sacando em 2/3 e 0/30, o número 1 ganhou um ponto com um belo saque no T e, depois, Djokovic errou uma paralela de backhand. Outro ace colocou Sinner à frente no game outra vez. Por último, no terceiro set, quando já tinha uma quebra de vantagem, Sinner finalmente encarou um break point. Um ace no T salvou o italiano.





