Um único data center pode injetar R$ 1,5 bi no PIB, diz estudo da FGV
Os salários pagos se espalham por diversos setores da economia. Para cada R$ 1 milhão investido, são gerados R$ 350 mil em renda, beneficiando não apenas profissionais de tecnologia, mas também trabalhadores da construção civil, transporte, comércio e alimentação.
Desafios regulatórios e custo de energia travam investimentos
A falta de regras claras e o alto custo da eletricidade prejudicam a atratividade do país. O relatório da FGV aponta que a desorganização das normas de diferentes órgãos reduz a segurança para os investidores, que também sofrem com o peso da conta de luz na operação dos servidores.
O Congresso barrou um programa de incentivos fiscais para o setor. O ReData (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter), elaborado pelo governo federal, não avançou no Senado, fazendo com que muitos investidores segurassem seus aportes financeiros à espera de benefícios.
FGV diz que o Brasil precisa integrar tecnologia, energia e políticas públicas para virar um polo internacional. Segundo o relatório, “os hubs digitais mais competitivos combinam escala, energia confiável e barata, conexão forte e coordenação entre as instituições”, áreas em que o país ainda enfrenta dificuldades regionais e falta de profissionais qualificados.
O uso de água é fundamental para a refrigeração dos equipamentos de tecnologia. A falta de reutilização de água potável gera desperdício relevante por evaporação nos centros de dados, segundo Marina Otero Verzier, professora da Universidade de Columbia que estuda o setor globalmente.





