Tenda desaba 13% após 3º tri fraco, mas bancos recomendam compra da ação
Por volta das 11h34 (horário de Brasília), o papel TEND3 recuava 10,38%, cotado a R$ 17,70.
Descontos do Minha Casa, Minha Vida pesam no resultado
De acordo com o Bradesco BBI, o desempenho foi impactado por um mix de vendas mais concentrado na Faixa 1 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O maior volume de descontos concedidos no Rio de Janeiro e a redução estratégica da oferta de financiamento pro-soluto (sem intermediação de bancos) pós-entrega também pesaram negativamente. Para o banco, essa combinação evidencia dificuldades para sustentar a rentabilidade da companhia.
Outro ponto negativo foi o aumento dos cancelamentos, que somaram R$ 312 milhões no trimestre, em meio aos impactos da greve da Caixa Econômica Federal e às restrições de crédito. Apesar disso, a construtora manteve suas projeções para 2026, com guidance de lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) ajustado entre R$ 1,1 bilhão e R$ 1,2 bilhão, além de registrar o 14º trimestre consecutivo de geração de caixa operacional positiva.
Em sua avaliação, o Bradesco BBI considera que os números reforçam os riscos para os próximos períodos. “Vemos os resultados do 3T26 como negativos para a Tenda, evidenciando riscos de baixa para as estimativas de 2027 devido à compressão de margens e desaceleração nas vendas”, afirma o banco.
O BBI também considera que a decisão de reduzir o financiamento pro-soluto pós-entrega, embora positiva sob a perspectiva de risco de crédito, pode limitar o mercado potencial da construtora.





