Tarifa combinada de 37,5% vai atingir 3,9 mil produtos brasileiros, diz CNI
CNI defende o aumento das negociações para reduzir os impactos sobre a indústria nacional. O presidente da CNI, Ricardo Alban, defende que o diálogo entre Brasil e Estados Unidos seja mantido e aprofundado. “Precisamos agir com rapidez para amenizar o impacto sobre as empresas prejudicadas”, afirma.
Nova tarifa de 12,5% enquadra o Brasil ao lado de outras 37 economias tarifadas pelos EUA. O USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) afirma que as alíquotas foram estabelecidas sobre as nações e blocos econômicos que “não conseguiram impor nem aplicar de forma eficaz uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”.
Indústria rechaça as justificativas adotadas pelos Estados Unidos para a imposição tarifária. A CNI destaca que a nova cobrança não é respaldada pela realidade brasileira. A entidade afirma que o Brasil possui um dos arcabouços legais mais modernos e abrangentes para prevenir, combater e erradicar o trabalho forçado, inclusive ao longo das cadeias de suprimentos.
Quase metade do total exportado aos EUA está sujeita a algum tipo de tarifa adicional. O percentual é dividido entre aqueles que vão absorver apenas as tarifas de 12,5% pela suspeita de trabalho forçado (3,8%), os com alíquota de 25% contra o Brasil (0,7%) e os que acumularão as duas cobranças (25,5%). Há ainda medidas setoriais específicas, que atingem 18,9% das atividades.
Exportações do setor de madeira serão as mais prejudicadas proporcionalmente. Segundo os cálculos da CNI, o segmento terá 83% das suas vendas para os Estados Unidos tarifadas com a alíquota acumulada de 37,5%. O efeito também vai atingir mais da metade dos negócios de minerais não metálicos (56,2%), químicos (51,8%).





