Tarcísio diz entender sentimento de Flávio, mas que eleição acabou e urnas devem ser respeitadas – 28/10/2026 – Política
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos principais fiadores de Flávio Bolsonaro (PL), reagiu à carta golpista do senador afirmando que entende seu sentimento, mas “o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, afirmou nesta quarta-feira (28).
“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente. O momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, capaz de exercer seu papel. É assim, respeitando o processo democrático e trabalhando dentro das instituições, que vamos fortalecer o sistema de freios e contrapesos que sustenta a nossa democracia”, diz em nota.
Outro aliado de Flávio, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foi procurado para falar sobre o tom golpista da carta mas não se pronunciou.
Mais cedo, na manhã desta terça, Nunes disse que está focado em cuidar da cidade ao ser questionado sobre a fuga de Flávio. “Cada pessoa toma uma atitude, só ela sabe. Os motivos reais, né? Então seria imprudente da minha parte opinar em algo que eu não sei, que eventualmente ele saiba do que que poderia eventualmente acontecer”, disse.
Líder do MDB, o deputado federal Baleia Rossi foi questionado pela reportagem e não respondeu sobre o assunto.
Presidente do PSD, partido integrante da coligação de Flávio, Gilberto Kassab reiterou nota divulgada na última segunda-feira (26) em que reafirmou o compromisso com a democracia e desejou um bom governo a toda equipe do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
A carta em que se autoproclamou “presidente eleito do Brasil” foi divulgada por aliados de Flávio na tarde desta quarta-feira (28), após o candidato derrotado desembarcar em Miami, nos Estados Unidos, destino final do plano de fuga do Brasil.
A viagem ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega de seus passaportes no âmbito de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. O senador nega irregularidades.
A versão original da carta foi alterada cerca de uma hora depois, em que o trecho o golpista de autodeclaração de “presidente” foi mudado para “líder do Brasil”.





