Robôs europeus realizam tarefas domésticas e desafiam China e EUA

“Nossa visão é que, dentro de dez anos, a Europa terá desenvolvido um importante setor de robótica, de tamanho comparável ao de sua atual indústria automobilística, e poderá conquistar um terço do mercado mundial de robôs inteligentes nesse período”, declarou Alin Albu-Schäffer, coordenador da rede europeia euROBin, que organizou o evento em Bruxelas.
“Próxima revolução industrial”
A China, por sua vez, investe maciçamente em robôs humanoides e exibiu sua capacidade tecnológica nos “World Robot Games”, no fim de agosto, em Pequim, onde uma de suas máquinas superou o recorde de Usain Bolt nos 100 m.
“A robótica tem uma importância fundamental para nós hoje e para o nosso futuro, e a Europa enfrenta uma escolha: podemos assistir como espectadores à próxima revolução industrial ou decidir que a Europa seja sua arquiteta”, ressaltou o eurodeputado Axel Voss, do Partido Popular Europeu (PPE, direita), defensor da soberania digital europeia.
“Temos um problema: muitas vezes somos muito bons em inventar tecnologias, mas nem tanto em transformá-las em empresas globais. Os Estados Unidos e a China ganham escala rapidamente, o capital flui para outros lugares e cada vez mais empresas de fora da Europa moldam o mercado mundial da robótica”, afirmou o representante alemão.





