rede de farmácias lucra R$432,7 milhões no 2º trimestre
Receita bruta da RD Saúde chegou a R$ 12,78 bilhões no trimestre, alta de 18,3% em um ano. A companhia diz que o resultado veio sem efeitos de calendário e que as vendas em mesmas lojas cresceram 12,5% no período. Entre as categorias, os medicamentos de marca (Branded Rx) tiveram o maior avanço, de 24,3%, impulsionados por produtos da classe GLP-1, usados no tratamento de obesidade e diabetes.
Participação de mercado da rede no varejo farmacêutico nacional avançou para 19,7% no trimestre, ganho de 1,7 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025, segundo a companhia. A empresa afirma ter registrado avanços em todas as regiões do país, com destaque para São Paulo, onde a fatia chegou a 34,3%.
Ebitda ajustado (indicador que mede a geração de caixa) somou R$ 1,02 bilhão no trimestre, alta de 17,9% em um ano, com margem estável de 8% da receita bruta. A companhia atribui a estabilidade da margem a ganhos comerciais e ao avanço das vendas em lojas maduras, que compensaram a maior participação de produtos GLP-1, que têm margem bruta estruturalmente menor.
Despesas com vendas somaram R$ 2,37 bilhões no trimestre, equivalentes a 18,6% da receita bruta, 0,2 ponto percentual acima do mesmo período de 2025. Segundo a empresa, o aumento reflete investimentos em folha de pagamento, entregas de última milha e outros serviços, parcialmente compensados por diluição em aluguéis e taxas de meios de pagamento.
Investimentos da companhia somaram R$ 329,4 milhões no trimestre, alta de 4,4% em relação a um ano antes. Do total, R$ 144,3 milhões foram destinados à abertura de farmácias, R$ 85,3 milhões à manutenção e reforma de lojas existentes e R$ 74,1 milhões a tecnologia, segundo a empresa. A rede terminou o trimestre com 3.687 farmácias, após 76 aberturas e três fechamentos no período.
Dívida líquida ajustada da companhia caiu para R$ 3 bilhões ao fim do trimestre, recuo de 28,4% em relação aos R$ 4,19 bilhões do primeiro trimestre de 2026. A alavancagem (relação entre a dívida e a geração de caixa) caiu de 1,2 vez para 0,8 vez o Ebitda dos últimos 12 meses no mesmo intervalo. Segundo a empresa, a redução reflete tanto a geração de caixa das operações quanto o recebimento de parte dos recursos da venda da 4Bio.





