Raisa Simplicio cobra time a ‘jogar feio’ às vezes
Raisa disse que a equipe repete um roteiro na temporada ao “dificultar jogos que num primeiro momento parecem que são fáceis”. Ela citou partidas em que o Flamengo abriu vantagem e, ainda assim, terminou sob pressão, o que aumenta a preocupação para a reta decisiva.
Renan Teixeira concordou que a cobrança existe, mas afirmou que o elenco tem bagagem para lidar com ela. Para ele, o problema passa por uma leitura de superioridade em certos momentos, mais do que por nervosismo.
A pressão tem, mas são todos jogadores muito experientes, muito acostumados com esse tipo de exigência. Mas eu acho que o Flamengo, muitas vezes, não é acomodação; é soberba, muitas vezes, porque a circunstância do jogo de hoje faz a torcida sofrer mais ainda. Você faz 2 a 0 fora de casa e cede o empate? Dói mais. Aí a cobrança fica muito maior.
Renan Teixeira
O ex-jogador também apontou uma característica do goleiro Rossi na saída curta e disse que ele “nunca faz o mais simples” para tirar o perigo. A avaliação se conectou à crítica central: em um jogo controlado, o Flamengo escolheu o risco e abriu a porta para a reação santista.
Outro ponto do debate foi a condução do banco após a expulsão de Jorginho. Renan questionou a opção por manter mudanças ofensivas, e Raisa afirmou que a escolha aumentou a exposição do time num cenário já desfavorável.
Eu acho que foi um erro. O Flamengo tomou o primeiro gol do Santos, teve um jogador expulso; como é que ia jogar no contra-ataque? Poderia ter jogadores em campo que segurassem mais a bola, tentassem mais trocar passe, porque qualidade esse time do Flamengo tem para fazer isso. Então acho que foi muito arriscada essa substituição.
Raisa Simplicio





