Proibição de bets colocará ’30 milhões no mercado ilegal’, diz associação
A entidade contesta a quebra dos contratos das outorgas pagas pelas empresas de apostas. As licenças custaram R$ 30 milhões e garantiam o direito de operar os serviços de quota fixa por cinco anos.
O presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, anunciou que a associação vai acionar a Justiça contra a medida. “A outorga significa uma contrapartida paga pelas empresas para a exploração do serviço de apostas de quota fixa por cinco anos. E o pedido de ressarcimento abrangeria não apenas os R$ 30 milhões, mas também indenizações por danos materiais, em função de todos os investimentos feitos pelo setor no país, e danos morais”, declarou.
A IBJR, a proibição rompe o marco regulatório. O instituto destaca que as empresas operam de forma autorizada e fiscalizada pelo Governo Federal desde janeiro de 2025.
Prejuízo bilionário e perda de empregos
A proibição repentina elimina milhares de postos de trabalho e afeta uma arrecadação tributária bilionária. Somente no primeiro semestre de 2026, os tributos recolhidos pelo setor de apostas renderam quase R$ 10 bilhões aos cofres públicos.
O fim da arrecadação prejudica o repasse de recursos para áreas sociais no país. Verbas que seriam destinadas para a saúde, a previdência social, o esporte e a segurança pública deixarão de ser destinadas com o fim do mercado regulado.





