“Gostei de estar em mais um ‘main event’, de lutar contra o Mike Malott. É um cara bom, completo, mas não é um desses monstros assassinos que eu estava lutando, que nem Jack, Belal, esses caras (risos). É um bom teste para mim, tenho muito mais experiência que ele. Vou dar meu máximo, estou com muita vontade de ganhar. Esse jejum de vitórias me deixou com muita fome. Vai ser uma grande vitória”, destacou Gilbert, em entrevista exclusiva à Ag Fight.
Despedida próxima
Por mais que não se dê por vencido às vésperas de mais um embate no Ultimate, Durinho tem discernimento que sua trajetória está mais próxima do fim do que do começo. Após mais de uma década de serviços prestados ao UFC e 24 lutas disputadas na liga presidida por Dana White, o brasileiro segue com a paixão pelo esporte inalterada. Mas caso essa chama um dia não seja mais tão latente em seu corpo e coração, o veterano provavelmente irá pendurar as luvas e formalizar sua aposentadoria.
“Estou na fase final (da carreira). Não tem como (dizer algo diferente). Vou fazer 40 anos. Eu só quero acabar bem. Meu objetivo é ganhar do Mike Malott. Sei que não estou no começo (da carreira). Mas não sei mais quantas lutas (farei). É complicado. Estou aqui porque eu gosto e quero lutar, provar para mim mesmo que ainda posso lutar contra os caras mais duros da categoria. Mas quando eu pensar: ‘Ah, não quero fazer mais essa parada não, corpo está doendo, quero descansar’. Aí eu vou parar. Vou sentir na hora, não vai ser algo premeditado”, resumiu Durinho, em papo exclusivo com a Ag Fight.
Na única categoria masculina que o Brasil nunca coroou um campeão, Durinho foi um dos que chegaram mais perto. Nesta década, tornou-se sinônimo de bons combates e emoções para os fãs nacionais e internacionais. Mas neste sábado é ‘tudo ou nada’. Se ainda almeja seguir relevante no UFC, uma vitória contra o canadense Malott é fundamental para suas pretensões e, até mesmo, para a continuidade de sua carreira.
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