Preço do aluguel residencial supera a inflação e sobe 5,24% no 1º semestre
Nos últimos 12 meses, o valor das locações supera o dobro do IPCA. A alta de 9% foi registrada entre julho de 2025 e junho deste ano, período em que a inflação acumulada é de 4,64%. No intervalo, os imóveis de três dormitórios se destacaram com a maior valorização (+9,9%), enquanto aqueles com quatro ou mais quartos apresentaram avanço comparativamente menor (+6,5%).
Valor médio do aluguel aumentou para R$ 53,79 por metro quadrado. O novo preço é constatado após as variações e muda conforme as características dos imóveis. Enquanto as unidades de um dormitório têm o metro quadrado mais caro (R$ 71,60/m²), os valores mais baixos são identificados para os imóveis com três dormitórios (R$ 46,27/m²).
Rentabilidade
Retorno do aluguel residencial perdeu para as aplicações tradicionais. A rentabilidade média das locações residenciais aos proprietários de imóveis foi de 6,13% ao ano, taxa inferior à rentabilidade média projetada para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses, a exemplo de CDBs e títulos do Tesouro Nacional.
Imóveis menores oferecem maior retorno financeiro para o proprietário. As unidades residenciais com um dormitório têm a maior rentabilidade (6,77%). Por outro lado, os imóveis com quatro ou mais quartos apresentaram a menor rentabilidade comparativa no período, com retorno estimado em 4,85% ao ano.
Cidades
Barueri (SP) tem o metro quadrado mais caro para aluguel no Brasil (R$ 72,24). A cidade da região metropolitana de SP permanece na liderança do índice após alta de 2,01% nos seis primeiros meses deste ano e de 5,07% no acumulado dos últimos 12 meses. Na sequência, aparecem São Paulo (R$ 64,98/m²), Recife (R$ 64,06/m²), Belém (R$ 63,03/m²) e Florianópolis (R$ 60,82/m²).





