Por que é tão difícil aos reguladores conter os danos das redes sociais
“A tecnologia está avançando tão rapidamente, e as evidências dos danos estão surgindo tão depressa, que estou realmente otimista de que aprovaremos uma legislação importante na próxima sessão do Congresso”, disse na semana passada o psicólogo social Jonathan Haidt, autor do best-seller A Geração Ansiosa, ao podcast The Conversation, da revista Politico.
Embora a Kosa possa impor às gigantes da tecnologia um dever explícito de antecipar riscos previsíveis e desenvolver recursos para preveni-los, Carlton defende que os legisladores também submetam os produtos de redes sociais às regras americanas de proteção do consumidor e de responsabilidade por produtos.
No Brasil, o debate sobre os efeitos das redes sociais também vem ganhando força. Em 2025, o governo federal sancionou o ECA Digital, que define mais responsabilidades das plataformas na proteção de crianças adolescentes de conteúdos impróprios.
Ao mesmo tempo, o Supremo Tribunal Federal (STF) votou a favor de uma interpretação mais incisiva do Marco Civil da Internet, em vigor desde 2014, sobre o dever de cuidado das redes sociais em relação ao conteúdo que nelas circula e decidiu por uma maior responsabilização das plataformas.
Apoio a modelos alternativos, pelo menos em teoria
Na Alemanha, Cornelia Sindermann, professora de psicologia da Universidade Charlotte Fresenius, estuda as atitudes dos usuários diante de modelos alternativos de redes sociais.





