PIB anualizado dos EUA cresce 2,2% e inflação sobe menos que esperado
Principal índice de inflação usado pelo Federal Reserve para a política monetária avançou 0,3% em agosto ante julho. A alta mensal veio abaixo da previsão de 0,4% de analistas ouvidos pela FactSet. Variação em julho foi revisada para 0,1%, de 0,2%.
Na comparação anual, o PCE subiu 3,4% em agosto. A projeção era de avanço de 3,7%. Núcleo do PCE teve alta de 0,2% em agosto na comparação mensal. No acumulado de 12 meses, o núcleo subiu 3%. Meta perseguida pelo Fed (Federal Reserve), Banco Central Americano, é de 2% ao ano.
Os dois dados puxam as apostas de juros em direções opostas. A revisão para cima do PIB reforça o diagnóstico de uma economia forte, sustentada pelo consumo e pelo investimento, e tende a aumentar a expectativa de juros mais altos à frente. Já a inflação abaixo do esperado joga no sentido contrário, reduzindo a urgência para novas altas. Vitor Kayo, economista sênior da Nomad
Gastos do consumidor nos EUA subiram 0,9% em agosto. O avanço veio após alta revisada para baixo de 0,1% em julho, e o consumo representa mais de dois terços da atividade econômica norte-americana.
Federal Reserve usa o PCE como referência para perseguir a meta de inflação de 2%. O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, é acompanhado por reduzir distorções de itens mais voláteis.
Na última decisão, o Fed elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual. Em 16 de setembro, a autoridade monetária levou os juros para a faixa de 3,75% a 4% ao ano, no primeiro aumento desde julho de 2023.





