Operação mira grupo que discutia ataque a Planalto – 04/08/2026 – Política
Um grupo de oito pessoas foi alvo de busca e apreensão nesta terça-feira (4) sob suspeita de planejar ataques contra o Palácio do Planalto e outros prédios da Esplanada dos Ministérios em outubro, durante o período eleitoral.
A Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério da Justiça afirmam que os suspeitos trocavam informações por meio de dois grupos públicos da plataforma de mensagens Telegram.
Os alvos da operação compartilharam manuais para a fabricação de bombas caseiras, além das plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais dos prédios da área central de Brasília.
“Eles fizeram um desenho da área central marcando todos os ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal e estavam a definir qual seria o alvo primário. E, em complemento, eles difundiram a planta baixa do Palácio do Planalto como escolha de alvo primário”, afirmou o delegado Maurílio Coelho, coordenador de Inteligência da Polícia Civil.
A investigação afirma que o grupo já havia discutido o recrutamento de mais pessoas e possíveis datas. Segundo as autoridades, a partir de celulares e computadores apreendidos nesta terça, a investigação pretende identificar o que já havia sido concretamente executado.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, os suspeitos têm entre 19 e 31 anos e ocupações variadas. Um deles é seminarista vinculado a um mosteiro em Pernambuco.
A investigação foi aberta pela Polícia Civil do Distrito Federal a partir de um relatório técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça, Ciberlab. A operação foi batizada de Rede Interrompida. Os suspeitos também são responsáveis por disseminar ódio contra mulheres na Internet.
A Polícia Civil afirma que a investigação apura os crimes de associação criminosa, incitação ao crime e delitos previstos na legislação antirracismo. Não houve pedido de prisão.
Em novembro de 2024, um homem se explodiu em frente ao STF e detonou explosivos em um carro no estacionamento da Câmara dos Deputados. O suspeito usava roupas com possível alusão à fantasia do personagem Coringa, vilão anarquista de histórias de quadrinhos.





