Nike perde US$ 224 bi e deixa lista das 100 maiores empresas dos EUA
3 – Perda de espaço para concorrentes
O abandono da cultura original de performance e corrida abriu espaço para concorrentes. Marcas emergentes focadas em conforto e engenharia de amortecimento — como HOKA (da Deckers Outdoor) e On Running (suíça) — ocuparam o espaço deixado pela Nike nas lojas multimarcas e ganharam a preferência de corredores amadores e do público do dia a dia, segundo reportagem da Bloomberg Businessweek.
Ao mesmo tempo, marcas tradicionais de corrida se atualizaram. É o caso da New Balance e Asics, que se modernizaram e capturaram fatias do mercado urbano e esportivo.
4 – Desaceleração no mercado chinês
A China representava o mercado mais rentável para a multinacional. A desaceleração da economia chinesa, somada à preferência cada vez maior do consumidor local por marcas chinesas (como Anta e Li-Ning), fez as vendas da Nike no país recuarem quase 30% em cinco anos, de US$ 8,29 bilhões para US$ 5,85 bilhões, segundo a Bloomberg.
Troca de liderança
A gestão comandada pelo ex-CEO John Donahoe, vindo do setor de tecnologia, mudou a cultura interna da empresa. Ele substituiu gestores veteranos ligados ao esporte por profissionais de métricas de dados e comércio digital. A perda de identidade levou a empresa a demitir o executivo em 2024 e a tirar da aposentadoria o veterano Elliott Hill para assumir o cargo de CEO, com a missão de reatar laços com varejistas e reconstruir a credibilidade esportiva da marca.





