MP investiga rombo de R$ 3,8 bi na Fazenda de SP; Nelson Wilians é investigado
Segundo a investigação, escritórios de advocacia estavam oferecendo créditos falsos para empresas —no acordo, elas deixavam de recolher integralmente o ICMS e pagavam honorários de até 70% do valor para os escritórios. “Ou seja, o dinheiro que deveria ser direcionado aos cofres públicos acabava desviado para os estelionatários”, diz o Cira.
Os investigadores analisaram quase dez mil lançamentos suspeitos e identificaram mais de 850 empresas suspeitas de envolvimento no esquema.
Fontes da investigação dizem que a fraude é “gigantesca” e deve atingir outros estados.
Também são investigados os grupos Alpha (relacionado a operações supostamente derivadas da massa falida da Nortel Networks) e DMC (supostamente relacionada à Usina Santa Rita, da família Cury).
É um caso diferente da Operação Ícaro, realizada pelo MP no ano passado. A Ícaro investigou um esquema de corrupção com a participação de auditores fiscais que movimentou mais de R$ 1 bilhão envolvendo créditos de ICMS fraudados na Sefaz. Onze investigados foram denunciados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro — entre eles, o empresário Sidney Oliveira, da Ultrafarma.
Quem é Nelson Wilians
Fundador de um dos maiores escritórios de advocacia do país, o NWADV, Wilians ficou famoso pelo “marketing” na internet: com mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram, costuma exibir um estilo luxuoso, com carros importados, quadros importantes e viagens internacionais, além de encontros com empresários e políticos influentes.





