Mortos em incêndio em bar na Tailândia sobem para 32 – 15/07/2026 – Mundo
O número de mortos em um incêndio que atingiu um bar de Bancoc, capital da Tailândia, subiu para 32 nesta quarta-feira (15), após duas pessoas que estavam internadas em um hospital não sobreviverem aos ferimentos. A polícia investiga possíveis negligências e falhas no cumprimento das normas de segurança que levaram à tragédia.
O fogo devastou o bar Rong Beer Na Lat Phrao, localizado na região norte de Chatuchak, em Bangcoc, na madrugada de segunda-feira (13) no horário local. Testemunhas relataram uma explosão, seguida por uma labareda de fogo e fumaça que tomou conta do estabelecimento.
O Centro Médico de Emergência informou que 30 pessoas continuam internadas em hospitais da cidade, sendo que metade delas está em unidades de terapia intensiva (UTIs). Ao todo, 44 pessoas já receberam alta.
As autoridades afirmam que um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado instalado no teto pode ter provocado o incêndio. O estabelecimento havia passado por uma inspeção de segurança em abril.
A polícia investiga se as saídas de emergência estavam obstruídas, se o estabelecimento cumpria os requisitos de segurança e se materiais inflamáveis utilizados na decoração do palco e no isolamento acústico contribuíram para a rápida propagação do fogo e a liberação de gases tóxicos que asfixiaram clientes presos no local.
O estabelecimento, situado em um cruzamento movimentado próximo a estações de trem e a dois shopping centers, faz parte de um conjunto de bares semelhantes que costumam ficar lotados nas noites de fim de semana, com música ao vivo e transmissões de eventos esportivos.
Segundo o chefe da Polícia Nacional, Kittiratt Phanphet, a negligência é a principal linha de investigação.
Casas noturnas na Tailândia acumulam um histórico de incêndios fatais. Em 2022, um incêndio em uma boate na província de Chonburi matou 13 pessoas. Já em 2009, outro incêndio durante uma festa de Ano-Novo em uma casa noturna de Bancoc deixou 65 mortos. A investigação apontou corrupção e falhas de segurança como fatores determinantes.





