Messi x Yamal: craques têm primeiro duelo na final da Copa – 18/07/2026 – Esporte
Quando definiu-se que Argentina e Espanha seriam as finalistas da Copa do Mundo de 2026, as redes sociais foram rápidas em recuperar a icônica imagem de Lionel Messi, então aos 20 anos, banhando o bebê Lamine Yamal, de apenas cinco meses, como parte de uma campanha solidária do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), em 2007.
Passados 19 anos do registro histórico, o primeiro duelo dentro de campo entre o camisa 10 da Alviceleste, hoje com 39 anos, e a principal revelação da Fúria espanhola, de 19, acontece neste domingo (19), a partir das 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Com uma série de fatos em comum que interligam suas trajetórias nos gramados, as comparações entre os dois craques são inevitáveis.
Ambos são canhotos, formados na base do Barcelona, na academia La Masia, e alcançaram o sucesso muito precocemente no clube catalão, atuando em alta velocidade pela ponta direita, com dribles curtos e valendo-se da rara habilidade com o pé esquerdo.
Além disso, assim como Messi usou a camisa 19 em sua estreia na Copa do Mundo de 2006, aos 18 anos, Lamine Yamal usa a mesma numeração em seu debute no Mundial de 2026, que também aconteceu aos 18 anos.
Uma das maiores diferenças entre os dois jogadores hoje reside no valor de mercado de cada um deles. O atacante espanhol do Barça é hoje, empatado com o norueguês Erling Haaland, o atleta mais valioso do futebol mundial, avaliado em € 200 milhões (R$ 1,2 bilhão), segundo o site especializado Transfermarkt.
Novamente o protagonista da campanha da Argentina rumo ao tetracampeonato, assim como havia sido em 2022, no Qatar, Messi é apenas o 15º jogador mais valioso do elenco de Lionel Scaloni, com um valor de mercado estimado de € 15 milhões (R$ 87 milhões).
O maior valor de mercado do astro argentino foi alcançado em meados de 2017, no período em que ainda defendia o Barcelona: € 260 milhões (R$ 1,5 bilhão), em valores corrigidos pela inflação.
No entanto, em total contraste com o que as cotações de mercado poderiam indicar em relação ao que esperar do desempenho da dupla na Copa, Messi não apenas tem sido muito mais decisivo para a Argentina na campanha até a final, com mais gols e assistências, como também supera Lamine Yamal em todas as demais principais estatísticas do torneio.
Os dois atuaram nas sete partidas de suas respectivas seleções, desde a fase de grupos até as semifinais.
Messi, porém, jogou efetivamente por 620 minutos, com oito gols marcados e mais quatro assistências, na briga pela artilharia da Copa com o francês Kylian Mbappé.
Lamine Yamal atuou por 495 minutos, com apenas um gol anotado, na vitória por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita.
Segundo dados da Opta, o argentino também supera o espanhol nos quesitos finalizações no alvo (18 a 10), passes certos (258 a 180) —incluindo na zona ofensiva (227 a 155)—, desarme seguido de posse de bola (9 a 6), dribles (25 a 22), duelos ganhos (52 a 38) e duelos aéreos (1 a 0).
Lamine Yamal fica à frente no número de faltas cometidas ao longo da competição (12 a 2), e nos impedimentos (7 a 5).
Outra diferença importante entre os dois jogadores diz respeito ao posicionamento de ambos dentro de campo ao longo das partidas do Mundial.
Em sua sexta Copa do Mundo, Messi transformou-se de um jogador que “apenas” avançava pela ponta direita para assumir o papel de principal organizador da seleção argentina, eventualmente atuando até como uma espécie de falso 9, abrindo espaço para que os companheiros de ataque avancem livres rumo à meta adversária.
Lamine Yamal, por sua vez, assim como no Barcelona, ainda concentra a maior parte das jogadas pela ponta direita, com mudanças rápidas de direção e excelente controle em espaços curtos, mirando na maioria das vezes a entrada da grande área rival.





