Maharashtra declara seca em 74% do estado na Índia – 26/09/2026 – Ambiente
A seca atingiu três quartos de Maharashtra, o estado mais rico da Índia, informou o governo no sábado, após um período prolongado de baixa precipitação na região onde fica a megacidade de Mumbai.
A declaração em Maharashtra ocorreu depois que o departamento meteorológico nacional previu que a Índia encerraria a temporada anual de monções com déficit de chuvas, ameaçando o sustento dos agricultores.
Um fenômeno climático El Niño mais intenso do que o habitual, que geralmente provoca condições mais secas no sul da Ásia, também causou padrões anormais de chuva, segundo o departamento meteorológico.
O governo de Maharashtra, um imenso estado do oeste do país cuja capital, Mumbai, é o centro financeiro e comercial da Índia, informou que a seca afetava 74% do território.
O ministro-chefe Devendra Fadnavis afirmou que a administração estava “firmemente ao lado de nossos irmãos agricultores” durante a crise.
O governo avaliará os danos às lavouras e “garantirá que agricultores, trabalhadores rurais e famílias do campo recebam a assistência necessária em tempo hábil”, informou seu gabinete.
Centenas de milhões de pessoas na Índia dependem das monções, entre junho e setembro, para trazer as chuvas essenciais que sustentam a agricultura e a indústria.
Maharashtra tem uma população de 130 milhões de habitantes e é um importante estado agrícola, produtor de algodão, soja, cana-de-açúcar e leguminosas.
Muitos agricultores dependem da chuva para irrigar suas terras e são altamente vulneráveis à perda de safras, o que pode levar famílias inteiras a crises financeiras.
O impacto da baixa precipitação também está sendo sentido no sul da Índia, onde o estado de Karnataka anunciou ajuda para agricultores de áreas atingidas pela seca.
O El Niño é um padrão climático natural associado ao aumento da temperatura das águas do Oceano Pacífico, capaz de alterar os padrões de ventos e chuvas em todo o mundo.
Cientistas afirmam que as mudanças climáticas causadas pela atividade humana podem ampliar seus efeitos ao disponibilizar mais energia e umidade para alimentar eventos climáticos extremos.





