Lionel Messi fez o Brasil torcer pela Argentina
Houve dias em que dava para ver até três jogos presencialmente.
Era impressionante a concentração dele, o desempenho dele, a liderança dele, o respeito que despertava, com exceção dos holandeses, que pagaram preço alto por isso.
Vi Messi encarnar Mané Garrincha na semifinal contra a Croácia, ao entrar driblando (deveria dizer dibrando) pela direita e, antes do passe para o gol, dar a última finta no espaço de um lenço.
Naquele dia escrevi que havia visto Mané Messi ou Lionel Garrincha. Lionel Andrés Messi Cuccittini encarnava Manoel Francisco dos Santos.
“Com a bola nos pés, pressionado pelo assustador zagueiro croata Josko Gvardiol, 1,85 m, de máscara ainda por cima, Messi, 1,69 m, a mesma altura de Mané Garrincha, fingiu que a devolveria para trás, pedalou em cima dela, girou o corpo em direção à linha de fundo e o Maracanã veio abaixo, enquanto, em desespero, Josko virava João e Mané Messi escapava dele para entregar o gol ao companheiro Julián Álvarez. Ou seria Vavá?”.
Mal-humorado que estava com aquela Copa artificial, plastificada, agradeci por ter ido, apenas por testemunhar o que acabava de ver.





