Líbano busca retirada total de Israel do sul do país, afirma premiê
O Exército libanês começou na terça-feira (21) a se posicionar na região, antes controlada pelas forças israelenses. A operação, porém, foi marcada por tensões. Os militares libaneses acusaram Israel de abrir fogo próximo às suas unidades. O Exército israelense respondeu que efetuou “disparos de advertência para o alto” depois que soldados libaneses entraram em uma área que, segundo Tel Aviv, não fazia parte da zona-piloto prevista pelo acordo.
Apesar da redução dos confrontos entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, o Exército israelense continua realizando ataques esporádicos no sul do Líbano. Nesta quarta-feira, bombardeios atingiram a localidade de Nabatiyé al-Fawqa, segundo a agência oficial libanesa ANI.
Retorno dos deslocados
O acordo firmado em junho prevê o deslocamento gradual do Exército libanês para áreas evacuadas por Israel, que ainda mantém tropas em partes do sul do país. Em contrapartida, o Hezbollah deveria ser desarmado.
O movimento xiita rejeita esse acordo e se opõe ao desarmamento. Em março, o grupo abriu uma frente de combate contra Israel em apoio ao Irã, desencadeando uma resposta militar israelense que incluiu bombardeios e uma ofensiva terrestre. O conflito provocou mais de um milhão de deslocados.
Segundo Nawaf Salam, além do deslocamento militar, o governo continuará abrindo estradas, removendo escombros e restabelecendo serviços essenciais para permitir que a população retorne “com segurança e dignidade” às suas casas.





