Juiz dos EUA marca para junho de 2027 o julgamento do ex-presidente da Venezuela Maduro
Comandos norte-americanos capturaram Maduro, de 63 anos, e Flores, de 69, em sua residência fortemente vigiada em Caracas durante uma operação militar noturna realizada em 3 de janeiro, ordenada pelo presidente Donald Trump. Eles foram levados para Nova York, onde já haviam sido indiciados sob a acusação de usar suas posições de liderança no país sul-americano rico em petróleo para facilitar o transporte de cocaína.
Eles se declararam inocentes.
Além de marcar a data para o início do julgamento, Hellerstein estabeleceu o prazo de 2 de setembro para a primeira rodada de moções legais de Maduro buscando a anulação do processo, bem como uma audiência em 17 de novembro para a apresentação de argumentos sobre essas moções. O advogado de defesa Barry Pollack disse ao juiz que buscaria a anulação do processo com base na imunidade.
Maduro enfrenta quatro acusações de crimes graves, incluindo conspiração para narcoterrorismo e conspiração para importação de cocaína. Ele pode ser condenado à prisão perpétua se for considerado culpado.
Em um documento apresentado ao tribunal na noite de terça-feira, tanto os promotores quanto os advogados de defesa de Maduro propuseram o início do julgamento em junho de 2027.
“Todas as partes concordam que esse é um cronograma realista. Não acreditamos que haja atrasos, mas, obviamente, se surgir algum imprevisto, informaremos Vossa Excelência”, disse Pollack ao juiz nesta quarta-feira.





