JPMorgan rebaixa recomendação de investimentos no Brasil para neutro
Do ponto de vista técnico, o banco menciona que os ativos brasileiros geralmente têm um desempenho inferior nos seis meses que antecedem as eleições. Embora não tenha sido o caso em julho – quando o Ibovespa subiu 3,47%, e o dólar caiu 1,92% ante o real -, o mercado brasileiro está recuando em agosto e a tendência deve continuar, à medida que a volatilidade – que tem sido baixa – aumenta antes das eleições, acrescenta.
“No geral, tudo parece muito calmo por enquanto no que diz respeito aos preços, e optamos por ficar à margem antes da volatilidade que se aproxima”, afirma o JPMorgan, em relatório a clientes.
O banco diz, ainda, que tanto o mercado acionário brasileiro quanto o real tenham demonstrado estabilidade desde maio, sugerindo que há pouco prêmio eleitoral nos preços.
Para o JPMorgan, a perspectiva política segue incerta, considerando que quem vencer as eleições em outubro terá de enfrentar taxas de juros reais altas e déficit fiscal (o governo gasta mais do que arrecada).
O preço-alvo do Ibovespa para o fim de 2026 foi reduzido de 190 mil para 185 mil pontos, equivalente a uma alta de 7,45% ante o fechamento da segunda-feira, 10.





