IP da Casa Branca aparece em serviços de proxy residencial
Como um aparelho vira proxy
Aplicativos gratuitos costumam lucrar alugando a conexão dos usuários. Para faturar sem cobrar assinatura, muitos desenvolvedores embutem no código módulos de terceiros (chamados SDKs) que vendem parte da largura de banda do aparelho para redes comerciais de proxy, recebendo comissão por instalação.
A suspeita recai sobre o Rave, um app popular de streaming em grupo. O programa — muito usado para assistir a vídeos do YouTube e da Netflix de forma sincronizada com amigos — reúne nada menos que 12 pacotes de proxy em seu código. A empresa de segurança Synthient identificou que os computadores da Casa Branca executavam o InfaticaSDK, um desses módulos presentes no Rave que transforma a máquina em ponte de tráfego sem que o usuário perceba.
🧵 1/N With high confidence we believe the installed app to be Rave[.]io a shared streaming app that bundles 12 proxy SDKs into the platform. https://t.co/VdTUaLuWB0
— Synthient (@synthient) November 5, 2026
Os dados não revelam quem instalou o aplicativo na rede presidencial. O monitoramento registra apenas as conexões de saída na internet, tornando impossível saber se o programa foi baixado em um computador oficial por um funcionário ou terceiro prestando serviços no local.
Por que a brecha é perigosa
Serviços de proxy residencial servem para mascarar a identidade de criminosos. O fundador da Synthient, Ben Brundage, afirmou ao site especializado Krebs on Security que revendedores cobram a partir de US$ 0,60 (cerca de R$ 3,50) por gigabyte e dispensam qualquer checagem sobre quem está contratando o acesso.





