IA da OpenAI testou vulnerabilidades da Hugging Face meses antes de ataque
O pesquisador independente Jonas Wiedermann-Moeller disse à Reuters que descobriu a atividade na semana passada. Ele afirmou ter encontrado evidências de que os agentes da OpenAI comprometeram duas contas de usuários do Hugging Face e as utilizaram para enviar arquivos com formatação incomum aos servidores da empresa já em 13 de maio.
Ele e outros pesquisadores que analisaram as evidências afirmaram que o comportamento se assemelhou a uma tentativa de mapear ou testar partes da rede da Hugging Face em busca de formas de infiltração, embora tenham enfatizado que não havia evidências de que a iniciativa tivesse resultado em uma violação efetiva. Tanto os pesquisadores quanto a OpenAI afirmaram não terem encontrado evidências de que essa sondagem anterior fizesse parte do incidente de julho.
O porta-voz da OpenAI, Drew Pusateri, disse que a empresa havia divulgado o evento de 13 de maio no relatório de incidente, notificado a Hugging Face em particular sobre a atividade sinalizada por Wiedermann-Moeller e estava “comprometida com a transparência sobre essas questões e com o compartilhamento do que aprendermos à medida que nossa análise continua”.
A Hugging Face, que recentemente fez acordo para ser comprada pela fabricante de chips Nvidia, não comentou o assunto.
Wiedermann-Moeller, de 27 anos, que mora em Bielefeld, na Alemanha, disse que a falha da OpenAI em detectar a tentativa de invasão de 13 de maio naquele momento foi uma oportunidade perdida de impedir a campanha de hacking subsequente, que desencadeou uma reflexão global sobre o poder da inteligência artificial.
“Imagine se eles tivessem detectado esse comportamento em maio”, disse ele em entrevista. “Isso poderia ter evitado o incidente posterior, que foi muito maior.”





