Guerra no Oriente Médio estimula maior inflação do 1º semestre desde 2022
Conflito no Irã estimulou o aumento dos preços neste ano. A guerra iniciada no final de fevereiro resultou no fechamento do Estreito de Hormuz, rota de 20% do petróleo mundial. A decisão fez o preço do petróleo disparar mais de 62%, o que impactou a cadeia de preços dos combustíveis e criou um efeito cascata para a distribuição mundial de produtos.
O principal canal de transmissão [da inflação neste ano] foi o petróleo, já que a escalada das tensões e as restrições ao tráfego no Estreito de Hormuz elevaram rapidamente as cotações internacionais do petróleo Brent, pressionando diesel, gasolina, fretes e diversos custos logísticos. Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos
IPCA acumulado nos últimos 12 meses estoura o teto da meta. Com a alta expressiva nos primeiros seis meses deste ano, a inflação nacional avançou 4,64% desde julho do ano passado, variação que mantém o índice acima da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para a meta definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), em 3%, entre 1,5% e 4,5%.
Além da guerra, clima e nível de desemprego também contribuíram. Os pontos foram levantados por Humberto Aillon, professor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras). “Do lado do clima, tivemos a quebra na oferta de alimentos. No mercado de trabalho, temos o percentual de desemprego que está nas mínimas, o que pressiona a nossa economia e deixa o Banco Central com poucas opções de manobra.





