Google blinda Android, entra na mira do Cade e irrita fãs: ‘ja já vira iOS’
Além da Google Play, lojas de aplicativos pertencentes a fabricantes de smartphones aderiram à regra: Galaxy Store (Samsung), GetApps (Xiaomi), OPPO App Market (Oppo), V-Appstore (vivo), HONOR App Market (Honor) e Palm Store (Transsion). As ausências são a sul-coreana LG, que não possui loja alternativa à Google Play, e a chinesa Huawei, que deixou de usar o Android e criou seu próprio sistema após o embargo internacional do governo dos Estados Unidos.
Do lado de fora ficam os repositórios independentes, como F-Droid e IzzyOnDroid, e o desenvolvedor pequeno. Uma carta aberta contra a política reuniu IzzyOnDroid, The Guardian Project, GitHub e mais 67 entidades de mais de 20 países. Segundo a Artigo 19, há lojas que já consideram fechar as portas.
O argumento de segurança é contestado pelas entidades. A própria Play, que só trabalha com desenvolvedores verificados, distribuiu 50 apps que comprometeram 2,3 milhões de aparelhos em abril de 2026.

Dizer que o Android “virou iOS” parece exagero. Quem baixa um APK de um site, recebe um arquivo por e-mail ou usa o F-Droid continua instalando como sempre. A restrição só valerá a partir de março de 2027, salienta o Google.
Mesmo depois, a porta não fechará de vez. Para indies, o Google criou uma conta de distribuição limitada, gratuita, verificada só com e-mail ou telefone. Já o “fluxo avançado” de instalação, sem dúvida, exigirá paciência: o usuário precisará ativar o modo desenvolvedor, provar que ninguém está espiando a tela por acesso remoto, reiniciar o aparelho, esperar 24 horas e confirmar com digital ou PIN. Para o Google, a espera é justificada assim: mais de 60% dos golpes digitais no país se concretizam nas primeiras 24 horas após o contato com a vítima.





