Genial reforça compliance após Carbono Oculto, diz Riechert, CEO do banco
A plataforma de investimentos é a face mais conhecida do grupo Genial. Nela, clientes pessoas físicas encontram produtos de renda fixa, fundos e ativos negociados em Bolsa. O grupo também distribui seus produtos por meio de uma rede de mais de 200 escritórios associados.
Em outra frente de atuação, a Genial Gestão informa ter mais de R$ 29 bilhões sob gestão, distribuídos em 91 fundos, com atuação em imóveis, crédito e participações em empresas. Para o público de alta renda, as áreas de wealth management e private banking reuniam mais de R$ 15 bilhões, em abril de 2026, segundo entrevista de um executivo da instituição ao site de notícias NeoFeed.
O grupo também atua no setor elétrico. Incorporada em 2017, a Genial Energia comercializa energia. No fim de 2025, a empresa reunia 620 clientes no mercado livre, distribuídos por 18 estados. Na geração solar, outra empresa do grupo, a Genial Solar, era composta por 22 usinas em operação, em março de 2026.
A companhia mira clientela residencial e empresas conectadas à baixa tensão, como bares e restaurantes. “Nossa operação de energia solar vai muito bem porque escolhemos um mercado, o Rio de Janeiro, que tem pouca competição”, explica Riechert.
Outra aposta do Genial está no automobilismo. A companhia lidera o consórcio responsável pelo desenvolvimento do Autódromo Parque de Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro. Apresentado pela Prefeitura do Rio em 2025, o projeto prevê uma pista de 4,7 quilômetros, capacidade para até 120 mil pessoas e investimento privado de R$ 1,3 bilhão no empreendimento.
Outro projeto de entretenimento com participação do Genial é o Imagine, concebido em parceria com a Rock World, empresa por trás do Rock in Rio, para a área do Parque Olímpico do Rio. A proposta reúne parque temático, anfiteatro, espaços para eventos e outras atrações permanentes. A estreia está prevista para o início de 2029.
O que diz a Operação Carbono Oculto
O nome do grupo Genial já tinha aparecido na primeira fase da Operação Carbono Oculto em agosto de 2025. A força-tarefa comandada pela Polícia Federal investiga fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, incluindo o uso de fintechs e fundos de investimento para ocultar recursos atribuídos a um grupo criminoso ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). “A gente foi pego de surpresa pela notícia”, relembra Riechert sobre a primeira fase.





