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Gauff impressionada com Djokovic: “É um alienígena”


Pequim (China) – Antes de garantir vaga às oitavas de final do WTA 1000 de Pequim, Coco Gauff aproveitou para acompanhar a semifinal do ATP 500 entre Novak Djokovic e Daniil Medvedev. A número 4 do mundo ficou impressionada com o nível apresentado pelo sérvio aos 39 anos e exaltou a longevidade do hexacampeão do torneio.

“É um alienígena, sinceramente. Eu estava assistindo à partida e, até mesmo do lado do Daniil, praticamente não havia erros não forçados. Era preciso ganhar os pontos. Eles mantiveram o mesmo nível por duas horas e meia em apenas dois sets, o que é uma loucura”, destacou Gauff.

A jovem tenista de 22 anos lamentou o desfecho da partida, encerrada com a desclassificação de Medvedev quando Djokovic vencia por 7/5 e 5/3, mas voltou a demonstrar admiração pelo sérvio. O russo sofreu a punição depois de acertar um torcedor com uma bolada.

“Foi um final lamentável, mas fico feliz que tenha terminado em dois sets, senão estaríamos aqui até muito mais tarde. Novak é um alienígena. Sinceramente, não sei como ele consegue fazer isso nessa idade. É muito bom, não sei”, elogiou.

Djokovic soma 33 vitórias e nenhuma derrota em Pequim e disputará sua sétima final no torneio. O sérvio busca o heptacampeonato e enfrentará o australiano Alex de Minaur, nesta terça-feira, às 8h (horário de Brasília).

Gauff precisou ‘decifrar’ jovem chinesa

Gauff também fez bonito nesta segunda-feira, ao superar a chinesa Xinran Sun por 7/5 e 6/1. A norte-americana revelou que teve dificuldades para preparar uma estratégia contra a número 1 do ranking juvenil, de apenas 16 anos.

“Vi apenas duas partidas dela, além de alguns melhores momentos da final juvenil do US Open. Às vezes gosto de ver minha adversária perder para saber o que fazer, mas ela havia vencido as duas partidas. Então assisti ao set que perdeu”, contou.

Mesmo preparada para desafiar a anfitriã, a campeã de 2024 admitiu que entrou em quadra sem saber exatamente como enfrentar a novata. “Mesmo vendo aquelas partidas, eu não fazia ideia de como jogar hoje. Meu treinador me passou uma estratégia e, sinceramente, nem sei se realmente a segui. Estava tentando decifrá-la”, brincou.

Gauff explicou que a falta de vídeos e estatísticas torna o desafio ainda maior contra jogadoras que estão começando no circuito. “É muito difícil enfrentar não apenas jogadoras jovens, mas aquelas sobre as quais não há muitas imagens ou estatísticas. No circuito da WTA, tirar conclusões a partir das estatísticas de duas partidas não significa nada”, avaliou.

A tenista de 22 anos disse que entrou preparada para encontrar uma adversária capaz de atuar em nível muito superior ao ranking. “Hoje foi muito mais uma questão de sentir o jogo. Tentei não ficar frustrada. Sabia que ela jogaria um grande tênis e não fiquei surpresa com o nível. Acho que a melhor preparação foi esperar que ela jogasse como uma top 10 ou top 20, e foi o que aconteceu”, ponderou.

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Gauff também elogiou as características da chinesa, que considera uma futura presença constante no circuito. “Ela não tem grandes fraquezas. Consegue devolver muitas bolas e também jogar de maneira agressiva. Bate bem chapado e me lembra um pouco a Jess [Pegula]”, comparou.

Apesar da pouca idade de Sun, a número 4 do mundo disse não ter enxergado no outro lado da rede uma versão mais jovem de si mesma.

“Jogamos de maneiras diferentes. Senti que estava enfrentando uma garota que será uma grande jogadora por muitos anos. É uma daquelas atletas que você sabe que vai se sair bem no circuito. É apenas uma questão de tempo”, completou Gauff.





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