Funcionários da OpenAI alertam há anos sobre falhas de segurança
Mas a OpenAI começou mais recentemente a mudar a estratégia para lidar com questões de segurança, segundo duas fontes a par do assunto. Thibault Sottiaux, um executivo sênior responsável pelo desenvolvimento de produtos, assumiu recentemente o comando de uma iniciativa interna para proteger sistemas internos, afirmaram elas. Em agosto, Sottiaux, conhecido como “Tibo”, remanejou um quarto dos engenheiros de produção da OpenAI para aprimorar a infraestrutura de segurança da companhia, disse uma das fontes.
Will DePue, um ex-pesquisador da OpenAI que se demitiu da empresa em abril deste ano, escreveu na rede social X que, com a concorrência tão acirrada, os líderes da IA “não podem sacrificar a velocidade em prol da segurança”. Para eles, é mais importante agir rapidamente do que estar seguro, mesmo diante de nossos maiores adversários nacionais.
Quando questionada sobre as preocupações dos funcionários e a percepção de que a administração não tomou medidas em relação a essas questões, a porta-voz da OpenAI, Elana Widmann, afirmou que a empresa é uma das organizações mais visadas do mundo. Por isso, a companhia investe pesadamente em seu programa de segurança para se proteger contra ataques de pessoas de dentro, cibercriminosos e Estados-nação, disse ela.
“Proteger nossa tecnologia, nossos dados e nosso pessoal é uma responsabilidade que levamos a sério e uma questão de importância nacional”, disse Widmann. “As medidas que tomamos recentemente mostram que o programa está cumprindo seu papel: identificar riscos e responder de forma decisiva. Continuaremos fortalecendo nossas defesas à medida que a tecnologia e as ameaças evoluírem”.
Pesquisa amplamente disponível
Em 13 de outubro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que agentes federais do país prenderam um cidadão saudita acusado de instalar um gravador oculto de áudio em uma sala executiva de conferências. Abdulrahman Alfozan, de 35 anos, era engenheiro da OpenAI na época.





