Frete de petróleo EUA-China chega a US$ 80 milhões
Russell Hardy, diretor-presidente da Vitol, afirma que a frota não atende à procura. “Realmente não há navios suficientes para atender toda a demanda”, disse ele durante uma conferência nesta semana.
Rotas mais longas reduzem a frota disponível
Produtores do Oriente Médio passaram a transferir petróleo entre embarcações perto do Estreito de Ormuz. Em alguns casos, a operação acrescenta cerca de uma semana às viagens e reduz a disponibilidade efetiva de navios no mercado.
O tráfego por Ormuz voltou a cerca de 80% do nível anterior à guerra, de acordo com executivos do setor. Petroleiros que haviam navegado vazios para outras regiões precisam ser reposicionados para atender à retomada dos embarques no Golfo.
A interrupção das exportações iranianas para a China também aumentou a procura por petroleiros em outras rotas. Ataques iranianos deixaram embarcações em reparo, enquanto alguns navios passaram a contornar a África para evitar ataques dos houthis.
Fretes pressionam refinarias e exportadores
O aumento do transporte encarece o petróleo bruto para compradores e reduz as margens das refinarias. A Repsol reportou margem de US$ 36 por barril no terceiro trimestre, mas analistas do RBC estimam que o valor tenha caído para cerca de US$ 15 em outubro, em parte pelo custo dos fretes.





